O Brasil possui um nível baixo de proficiência de Inglês, é o que diz o estudo realizado pela Education First destacado também no site do UOL Educação. Você pode, porém, notar esta realidade nas empresas, que constantemente buscam profissionais até sem conhecimento técnico algum, mas aptos a se comunicar na língua franca entre as empresas globais para ocupar cargos que envolvam contato com o exterior. Com a globalização, aumenta não só a exigência por fluência no Inglês, mas também por habilidades profissionais que muitas vezes não são facilmente adquiridas através da língua Portuguesa – o que aumenta ainda mais a variedade de profissões que exigem a língua como requisito para uma vida profissional em constante expansão.

Muitos já sabem do que foi dito até agora, mas por que, afinal, não temos melhores índices de comunicação em Inglês no nosso País? A resposta pode ser encontrada em como a língua é ensinada em nosso País. Após anos ensinando a língua e me especializando através dos métodos “tradicionais”, um grupo de professores e Eu começamos a notar, com a ajuda de nosso fascínio por Programação Neurolinguística e Multíplas inteligências, que esses métodos, por mais funcionais que são, não foram feitos para a realidade de um estudante com os problemas diários de um País emergente como o Brasil. Estes métodos foram feitos para estudantes que já dominavam suas línguas nativas, conceitos gramaticais básicos e têm acesso a conhecimentos diversos antes mesmo de atingir a idade adulta. Por mais que existam pessoas com tal realidade em nosso País, ela não faz parte da maioria das rotinas Brasileiras. Veja agora alguns dos pontos encontrados em nossas pesquisas nos EUA, Canadá e por conta própria, através de experimentação dentro de sala de aula.

Falha na criação de processamento linguístico

Muitas pessoas acreditam que basta estudar e repetir incessantemente palavras e frases diversas em uma língua e elas estarão aptas a se comunicar com um nativo. Mesmo satisfazendo algumas pessoas, estes métodos mecânicos não permitirão uma conversa multicultural e natural na língua-objetivo. Onde está o erro? Os alunos desprendem muito tempo estudando vocabulário de forma ineficaz e tentando memorizar regras gramaticais que somente os confundirão na hora de falar, que deveria ser tão natural quanto respirar, mas é complicado por acúmulo de informação, que é o nosso próximo tópico.

Acúmulo de informação e o processamento linguístico

Ao acumular regras gramaticais de forma errada, os estudantes não criam processos mentais para a língua e ao ter de se expressar na língua estudada, começam a criar processos paralelos aos da fala quando precisam buscar pelas regras gramaticais, que foram aprendidas de forma genérica e portanto estão ainda abstratas no cérebro. Este fator, somado à modularização do conhecimento, formam os “Joéis Sanatanas” da vida. O segredo é compreender como a língua funciona através de métodos neurolinguísticos devidamente desenvolvidos com o perfil Brasileiro em mente, pois assim as necessidades gramaticais e limitações de equivalências causadas pelo Português possam ser devidamente tratados.

Modularização do conhecimento e a quebra do proc. linguístico

É necessária muita pesquisa para dividir uma língua em módulos. O perfil dos estudantes deve ser levantado de acordo com a língua nativa, nível médio nacional de educação e outros fatores que influenciam os estudos, ou seja, exatamente o que não é largamente feito no Brasil. A divisão do Inglês feita amplamente pelo Brasil seria excelente na Alemanha, por exemplo, País cuja língua é estruturalmente parecida com o Inglês. O Português, porém, é muito diferente do Inglês, portanto a divisão que é atualmente feita precisa ser repensada urgentemente se quisermos alcançar um maior nível de fluência na língua. Digo repensada pois ela funciona, mas além de muito trabalhosa, não é para todos.

Ao criar conceitos fáceis de se lembrar, o professor começa a transformar o processamento linguístico de seus alunos, evitando a memorização e criando verdadeiros caminhos mentais que fazem com que seus alunos processem esses conceitos que foram realmente compreendidos e então passem a produzir língua mais facilmente.

Acreditamos que todos podem aprender qualquer coisa e também no conhecimento open source, ou seja, aquele feito pelo próprio aluno através de conhecimento suficiente para criar suas estratégias. É necessário, porém, que o aluno entenda como ele próprio aprende e quais ferramentas são necessárias para que ele domine a habilidade desejada.

 

Conheça nossa série de vídeos no Youtube que descreve os problemas e sugere soluções para o aprendizado rápido de adultos através do nosso método de ensino que já vem trazendo resultados aos nossos alunos.